Cinesioterapia Respiratória Bebés

 

 

As infecções do trato respiratório são consideradas pela Organização Mundial de Saúde como uma pandemia, sendo consideradas a principal causa de morte em crianças até aos 5 anos de idade (Guitierrez & Berber, 2001).

 

Segundo Liddle & Yorke (2007), o condicionamento físico é fundamental para o desenvolvimento motor global da criança, no entanto, também pode ajudar ao aumento da auto-estima por parte da criança mostrando mesmos benefícios durante o sono.

 

A falta de actividade física preocupa, por isso, os fisioterapeutas que cada vez mais percebem que crianças não praticantes ou pouco praticantes de actividade física apresentam maior incidência de fraqueza dos membros superiores, falta de controlo postural e problemas vários ao nível da coluna.

 

A ideia de criar o conceito Cinsesioterapia Bebés  é por 3 razões principais:

 

  1. O excesso de número de faltas às instituições de ensino por infecção respiratória, o qual levanta problemas na dinâmica da instituição e na rotina das famílias das crianças que são obrigadas a se reorganizar e terem de ficar em casa enquanto as crianças tiverem doentes;
  2. A existência em algumas crianças de atrasos de desenvolvimento motor que poderá ser logo detectado pelo fisioterapeuta e automaticamente corrigido;
  3. A existência esporádica de lombalgias por parte dos educadores e auxiliares de sala que são provocadas pelo trabalho com as  nossas crianças.

Quais os nossos principais objectivos:

-       Diminuir o número de faltas devido a infecções respiratórias das crianças,

-       Promover aulas de ginástica para maximizar o nível motor de cada criança em particular e em grupo,

-       Promover juntos dos educadores, pais e auxiliares a prevenção de lesões musculo – esqueléticas provenientes das brincadeiras com os nossos filhos.

 

Todos os casos tratados serão executados após uma avaliação cuidadosa do(a) fisioterapeuta com escalas validadas por testes comprovados cientificamente.

 

 

Todos os nossos programa têm como base o desenvolvimento normal da criança.

 

 

Desenvolvimento Biológico da criança

 

De acordo com Wong (1999), o crescimento da criança torna-se gradualmente mais lento durante a infância. O ganho de peso é em média 1,8 a 2,7 Kg por ano. A criança com dois anos de idade tem em média 12 Kg, com 3 anos de idade tem 14,6 Kg, com 4 anos de idade 16,7 Kg e aos cinco anos tem 18,7 Kg.

 

A velocidade com a altura aumenta também diminui durante esta fase da vida. O aumento normal por ano é da ordem dos 6,75 a 7,5 cm e ocorre principalmente ao nível do membro inferior. A altura média de uma criança com dois anos é de 86,6 cm com 3 três anos é de 95 cm, com quatros anos é de 103 cm e com cinco anos é de 110 cm. Assim, a altura e peso das crianças durante a infância deve revelar uma curva de crescimento constante, de natureza gradual Wong (1999).

 

Como é de conhecimento geral o sistema respiratório de crianças e adultos tem diferenças conhecidas, que tornam as crianças mais susceptíveis em infecções do que os adultos em geral.

 

No entanto Wong (1999) refere que, o sistema respiratório desenvolve-se durante a fase inicial da infância diminuindo, assim, a incidência dos factores que predispõem a criança ás infecções anteriormente referidas. Outra característica deste período de vida é a diminuição considerável da frequência cardíaca e da frequência respiratória, ao mesmo tempo que a tensão arterial aumenta.

 

A idade com que as crianças conseguem o controle dos esfíncteres anal e versical é bastante variável, no entanto, a maioria alcança esta etapa próximo do final do segundo ano de vida. No entanto, Wong refere que, crianças com idades compreendidas entre os 14 e os 18 meses já são capazes de reter urina por cerca de duas horas.

 

Desenvolvimento Motor

 

 

As crianças durante a primeira infância tornam-se verdadeira exploradoras do meio ambiente onde se encontram inseridas, uma vez que começam a dominar o seu corpo e a refinar e a aprender novos movimentos e novas habilidades (Liddle e Yorke, 2007).

 

Na perspectiva de Goldberg e Vansan 2002, as crianças antes de atingirem a 1º infância centram-se na aquisição de novas habilidades motoras, assim a primeira infância é uma fase da vida em que as crianças adquirem novas, embora os padrões de movimento não sejam necessariamente novos. Neste sentido, a criança durante esta fase da vida pratica e refina muitas das habilidades motoras adquiridas durante o primeiro ano de vida.

Actividade fisica na criança

 

Hoje em dia vivemos num tempo em que a desejável consciencialização colectiva dos conceitos de vida saudável e de lazer é quase universal, pelo que tomamos decisões relacionados com o iniciar de uma actividade física (Lynce e Virella 1997).

De acordo com os mesmos autores, o hábito de manutenção de uma boa condição física pode e deve ser incutida desde a infância.

Segundo Liddle e Yorke 2007, o condicionamento físico é fundamental para o desenvolvimento motor global da criança, podendo também ajudar no aumento da auto-estima por parte da criança mostrando mesmo benefícios durante o sono. A falta de actividade física preocupa os fisioterapeutas que cada vez mais percebem que crianças não praticantes ou pouco praticante de actividade física apresentam maior incidência de fraqueza dos membros superiores, falta de controle postural e problemas vários a nível da coluna.

Ao pensarmos na criança como um todo, temos que ter em conta os seus grande sistemas:

-       sistema neuro-musculoesquelético e sistema cárdio- pulmonar.

O treino físico moderado tem revelado bons resultados uma vez que aumenta e optimiza o desenvolvimento da criança. Tanto o treino de alta intensidade como de moderada intensidade podem afectar os ossos em crescimento, nomeadamente as cartilagens de crescimento e articulares e inserção dos principais músculos e tendões.

Nesta perspectiva, segundo Lynce e Virella cabe não só ao encarregado de educação da criança mas também a profissionais da saúde, onde se integra o fisioterapeuta, a escolha de uma modalidade desportiva adequada á idade, condição física e vontade da criança.

Para tal o profissional de saúde deve ter como preocupação 3 aspectos, o estado clínico da criança, modalidade desejada e o nível de empenho pretendido.

Prevenção em Pediatria

Prevenção de infecções respiratórias

 
 

As infecções do trato respiratório são consideradas pela O.M.S. como uma pandemia desprezada sendo consideradas a principal causa de morte em crianças até aos 5 anos de idade. Estas infecções são uma das patologias mais comuns em crianças contribuindo para 20% da mortalidade até aos 5 anos e para um número de faltas á creche superior a 30%.

 

Nos países desenvolvidos as infecções respiratórias são a principal causa de morbilidade sendo responsáveis por 20% das consultas médicas, 30% das faltas ao trabalho e 75% da prescrição de antibióticos.

 

Segundo Postiaux 2000, idades da O.M.S., no ano de 1991, as infecções respiratórias foram responsáveis por 17,7 milhões de Óbidos, dentre os quais, 12,9 milhões são crianças dos países em desenvolvimento e 284 mil dos países industrializados.

 

De acordo com Tecklin 2002, os factores fisiológicos que afectam a criança são:

-       a reduzida área de transição das vias aéreas que provoca uma diminuição do fluxo de ar, o aumento da dificuldade respiratória;

-       á medida que o diâmetro das vias aéreas diminui, também geometricamente a secção  de transição das mesmas, como resultado uma pequena obstrução pode causar uma grande redução da área de transição do lúmen da via aérea;

-       quando a criança nasce tem aproximadamente 25 milhões de alvéolos que vão aumentando até aos 10 anos, altura em que se estabelece cerca de 300 milhões de alvéolos. Doenças que interferem com o desenvolvimento alveolar reduzem o número de alvéolos que funcionam na idade adulta predispondo assim a criança a doenças pulmonares na idade adulta;

-       a partir dos 3-4 meses de vida a criança encontra-se mais exposta a micro organismos infecciosos, pois os anticorpos provenientes na placenta da mãe perderam capacidades;